O vinho para o Chile

O vinho constitui um fator importante para a economia chilena, representando 0,5% do PIB e empregando mais de 100.000 pessoas em empregos diretos, dos quais 53% trabalham nos vinhedos (seguidos por 19% na área de logística, transporte e marketing, 17% nas adegas, 9% no engarrafamento e embalagem e 2% na produção). Atualmente existem 800 adegas em funcionamento no Chile, 11.697 produtores e 394 empresas exportadoras do produto – dessas, 76% são pequenas e médias empresas.

É importante destacar o papel descentralizador do setor de vinhos no Chile, onde 91% das áreas cultivadas, 92% das adegas e 85% da mão-de-obra associada a essa indústria estão fora das regiões metropolitanas. Os vinhedos se concentram majoritariamente nas regiões de O´Higgins (32,7%) e El Maule (37,9%). A indústria vinícola é uma das mais relevantes para o país. O vinho chileno representa 5,7% das exportações totais (excluído o cobre) e 16,5% das exportações agropecuárias, gerando arrecadação fiscal de US$ 205 milhões de dólares anuais.

O Chile ocupa hoje a liderança entre os países exportadores de vinho do Novo Mundo e a 4a posição em nível global atrás apenas de Itália, França e Espanha. Em 2017 foram exportadas 57 milhões de caixas de vinhos chilenos para mais de 130 países ao redor do mundo (fonte OIV).

No Brasil o vinho chileno cresce a cada ano. De 2014 a 2018 as exportações de vinho chileno para o Brasil praticamente dobraram, saindo de 3.9 milhões de caixas para 5.6 milhões em 2018, um crescimento de 43.9%. Estão presentes nas prateleiras e cartas de vinho do país os principais produtores e marcas de vinhos chilenos.