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Vinhos do Chile e arte Mapuche na capital do Brasil

Brasília se tornou a capital do vinho chileno na noite de ontem. Mais de 100 pessoas, entre executivos do trade do vinho, empresários, artistas, políticos e diplomatas assistiram à apresentação de Jacqueline Domeyko do projeto “Lágrimas de Luna”, seguida de uma degustação de vinhos.

O evento foi realizado na Embaixada do Chile, localizada no setor de Embaixadas Sul, na quadra 803. O próprio embaixador Fernando Schmidt se encarregou de receber um a um os convidados da noite especial. Foi ele quem abriu a palestra desejando boas-vindas a todos os convidados dizendo que a embaixada é um organismo vivo que deve estar a serviço de todos, chilenos e brasileiros.

A diretora da Wines of Chile, Angelica Valenzuela, falou logo em seguida. Explicou que há muito tempo o Embaixador lhe pedia para organizar um evento com vinhos na capital do Brasil e sobre a feliz coincidência de ter encontrado Jacqueline Domeyko, que resultou na combinação perfeita entre arte Mapuche e a ancestralidade do vinho chileno. Angelica falou sobre a razão de o Chile ter se tornado uma das maiores potências de vinhos Premium do mundo, e de sua associação com a diversidade (de regiões e de uvas), sustentabilidade, inovação e destino do país como paraíso enoturístico.

Jacqueline Domeyko é fundadora do projeto cultural “Lágrimas de Luna – Jacqueline Domeyko”, dedicada ao resgate da arte e cultura Mapuche. A estudiosa e empreendedora fez uma palestra de 45 minutos com imagens belíssimas, com considerações sobre a relação entre os povos indígenas do Chile e a natureza, a necessidade do saber científico dialogar com o saber empírico dos Mapuches, a sabedoria deste povo sobre a natureza e a sua luta ao longo dos séculos. Jacqueline lembrou que o vinho é uma expressão da natureza; ao se tomar uma taça de vinho produzido no Chile deve-se ter a consciência da conexão com a natureza e com a ancestralidade deste país.

Entre várias histórias surpreendentes, Jacqueline mostrou o trabalho que a Fundação Lágrimas de Luna – Jacqueline Domeyko vem realizando na Ilha de Páscoa, um projeto de sustentabilidade e limpeza da ilha, um paraíso no meio do oceano Pacífico que recebe mais de 120 mil turistas por ano.

Os convidados do evento puderam ver algumas peças inspiradas na arte ancestral Mapuche, arte indígena do Chile, que nasceu com a chegada dos espanhóis no século XVI e que foi transformada, ao longo dos séculos, nas mãos dos mestres artesãos Mapuches.

Após a palestra de Jacqueline Domeyko, os convidados se dirigiram aos jardins da embaixada onde foi realizada a degustação, com a presença do especialista Eduardo Paes de Andrade. Os vinhos foram servidos pelos próprios representantes das vinícolas: Reginaldo Remav, da Berckmann Wine Cellars apresentou o J. Bouchon Canto Sur Carménère-Carignan-País 2016; Ignacio Vial ofereceu o Casa Silva Terroir de Los Andes Carménère 2017 (os vinhos foram cortesia de Carlos Eduardo Franca, da Vinhos do Mundo); o Bruno Rachelle recepcionou os convidados com o Bisquertt La Joya Single Vineyard Carménère 2016; João Baptista Bonato, da Mistral, trouxe o Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2015 e Hudson Rodrigues, da Decanter, levou o TerraNoble Gran Reserva Carignan 2016.

 

Veja algumas cenas do evento, abaixo:

Fotos: Luara Baggi.

4 Comentários “Vinhos do Chile e arte Mapuche na capital do Brasil

    • Wines of Chile Brasil diz:

      Obrigado pelo comentário Sergio, espero que neste site a gente consiga sempre trazer informações que contribuam com este tema!

    • Wines of Chile Brasil diz:

      Oi Ana, que legal! Acabamos de inaugurar um espaço em nosso site chamado “Atividades”. Lá vamos atualizar regularmente quais os eventos que vamos participar e outras informações como descrição das atividades e locais.

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